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Paulo Barros nasceu em 1963 em Valadares, Vila Nova de Gaia, onde continua a viver. Teve a sua primeira guitarra (no caso, acústica) aos 13 anos, mas a sua iniciação na música dera-se já uns anos antes, quando aprendeu a tocar xilofone.
Juntamente com o irmão, Luís Barros, fundou em 1981 os Mac Zac, que no ano seguinte adoptaram o nome de Tarantula. Depois de alguns anos de concertos, incluindo na Alemanha, e de ter gravado duas demo tapes, a banda estreou-se com um álbum homónimo em 1987, que ficaria para a História como o primeiro disco de heavy metal português editado em Portugal.
Nestes primeiros anos, Paulo Barros teve, no entanto, de se dedicar a outras actividades profissionais, trabalhando, por exemplo, num escritório, no restaurante do pai ou
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numa empresa de topografia. Além disso, integrou ao longo de cinco anos um grupo de baile, em meados dos anos 80, altura de que data igualmente a sua participação na banda de hard rock Xeque-Mate.
Com o reconhecimento alcançado pelos Tarantula, Paulo Barros pôde finalmente dedicar-se em exclusivo à música, não só como compositor e instrumentista, mas também como professor e divulgador. Assim, nos anos 90 mostrou e explicou a sua técnica em inúmeros workshops, alguns dos quais com nomes como Jennifer Batten (guitarrista que integrou as bandas de Jeff Beck e Michael Jackson), Billy Sheehan (baixista da banda de Steve Vai) ou o virtuoso guitarrista Michael Angelo.
Neste capítulo, destaca-se ainda a criação pelos irmãos Barros, de duas instituições: a Rock'n'School, uma escola onde um grupo de músicos (entre os quais os próprios Barros) dá aulas de vários instrumentos e de canto; e os estúdios Rec'n'Roll, onde já gravaram dezenas de bandas.
Em 1996, estreou-se a solo com "Vintage" (assim chamado por assinalar os 20 anos da sua carreira de guitarrista), um álbum maioritariamente composto por temas instrumentais em que Paulo Barros e a sua guitarra estabelecem diálogos com outros músicos e instrumentos, como o baixo de Jorge Romão (GNR), a guitarra acústica de Rui Vilhena (Vozes da Rádio) ou o saxofone de José Nogueira (colaborador habitual de António Pinho Vargas).
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"Gemini" (2003), o segundo registo a solo, é um disco de canções que balanceiam entre o hard rock e o AOR (adult oriented rock) e em que o autor presta homenagem a diversas bandas dos anos 70 e 80 que o marcaram.
Com K:ARMA 6, Paulo Barros presta novo tributo, desta vez aos vários guitarristas dos diferentes quadrantes do rock que ao longo dos anos contribuíram para moldar a sua relação com a guitarra.
Da carreira de Paulo Barros fazem ainda parte várias colaborações, como uma jam session com o baixista de Paco de Lucia e o teclista de Bill Bruford, ou a participação nos espectáculos de Gonçalo Pereira aquando do lançamento do disco de estreia deste guitarrista.
Mais recentemente, Paulo Barros viu o seu prestígio internacional confirmado, quando a revista japonesa Burnn! o elegeu, juntamente com Doug Aldrich, dos Whitesnake, "o melhor exotic-guitar player", e o site especializado norte-americano Guitar Nine o considerou "um músico inovador" dentro do seu estilo. |
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